31 de mar. de 2009

Cogito

Mergulhada nas mais inescrupulosas dúvidas, eu duvido, eu cogito!
Dúvidas radicais, dúvidas céticas, dúvidas infundadas
Tudo que digo que sei
Tudo que acho que aprendi
Não faz sentido algum, não tem fundamento nenhum
Eu nada sei! Eu nem quero saber!

Cair em aporia, chutar galinhas pretas nas encruzilhadas
Estou em epoké! Cogito, queria poder não cogitar; devanear
Irracional
Não sei qualé que é
Deuses metafísicos, físicos, astro-físicos, paralíticos
Sagazes gênios malignos
Me confundindo, me tirando o juízo.

Na busca de certezas, purezas, proezas
Solidez
Títulos
Indubitavelmente um ponto fixo
Eu piro!

Vou meter o pé em tudo, mandar às favas
Porque...
Quem busca certezas, Pseudo-Purezas, Inegáveis bobeiras
Confirmações de escusas verdades, pra quê?
Desprezo a sua realidade, a razão, a representação
Você pode cogitar que estou apenas tentando me enganar
Em minhas incertezas, por falta de um desvendamento: Certezas
Finjo desprezar... Simplesmente pela incapacidade de não questionar, de não duvidar.
De não concluir
Ao prezar pela sensação, a vibração. Eu quero ação!
Visto a carapuça da força, da astúcia e da autarquia
Não me prive do direito à imaginação

Meu “desprincípio” da certeza!
Descarto Descartes...
Sempre preferi as dúvidas!
Ou seriam certezas?

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